As curvas perigosas da imortalidade

As curvas perigosas da imortalidade  


Na beleza da piscina dos seus olhos, enxergo a profundeza da alma.

Sinceridade honesta, fraqueza forte, sorriso jocoso, lábios de mel.

Com os dedos eu desafio a morte e a vida passando por essas curvas descobrindo em cada uma delas o sabor do amor, a busca do colo, a vontade de amar, a maciez do desejo, o fogo da paixão.

Sigo escorrendo como uma gota d'água pelo oceano do seu corpo, passando por grande aventuras até encontrar o mar calmo e revolto, procurando o redemoinho do seu beijo onde ela suga a minha força e renova os meus desejos mais obscuros e claros. 

A gota se torna uma enxurrada a cada curva, a cada encontro dos corpos, os arrepios das "montanhas" começam a crescer e com os sussurros, o choque do atrito se torna uma partícula incandescente que pulsa pulsa no corpo da Deusa.

Enquanto deslizo pelo oceano da imensidão do seu corpo na busca desenfreada do poço mas belo e saboroso da infinita imortal.

Reinaldo Souza

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